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Irina Zhuravleva
por 
Irina Zhuravleva, 
 Matador de almas
6 minutos de leitura
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Novembro 05, 2025

Passos Práticos a Dar — Sem Fingir que Está Sozinho

Essa história serve de lembrete: podes proteger a tua felicidade, mas não tens de fingir que as ações dos outros não importam. Aqui estão formas concretas e úteis de assumires a responsabilidade pelo teu próprio bem-estar, ao mesmo tempo que abordas o impacto real que os outros têm em ti.

Ferramentas Práticas de Conversação

Autocuidado e Recursos Pessoais

Autocuidado e Recursos Pessoais

Assumir a responsabilidade pela sua felicidade inclui o autocuidado regular: sono adequado, atividade física, apoio social, hobbies e, se necessário, psicoterapia individual. Aprender competências de regulação emocional (respiração, enraizamento ou práticas curtas de mindfulness) reduz a reatividade e melhora o tom de conversas difíceis.

Livros e abordagens que muitas pessoas consideram úteis: Comunicação Não Violenta (Marshall Rosenberg), Os Sete Princípios para o Sucesso do Casamento (John Gottman) e Abraça-me Forte (Sue Johnson). Terapia de casal ou coaching também podem acelerar a reparação e criar padrões mais seguros.

Consideração Final

Sim — é responsável pela sua própria felicidade no sentido em que escolhe as suas respostas, os seus limites e o seu autocuidado. Mas essa responsabilidade existe em paralelo com a realidade de que as ações dos outros moldam a sua paisagem emocional. As relações mais saudáveis misturam a responsabilidade pessoal com a comunicação clara, os limites e o esforço mútuo. Pergunte ’Como é estar do outro lado de mim?“ e depois trate a resposta como uma dádiva de informação, não como uma acusação. A forma como agir com base no que aprender determinará se se afastam ou se aproximam.

Estratégias Práticas para Cultivar a Felicidade Individual Dentro de uma Relação

Comprometam-se a pelo menos duas horas por semana de atividade a sós – agendem no vosso calendário partilhado e protejam-nas como fariam com uma reunião de trabalho; isto reduz o ressentimento e preserva a identidade pessoal.

Definir e estabelecer limites com um pequeno guião: “Preciso de X horas por semana para mim; não é sobre ti, é como eu recarrego as energias.” Faça um acompanhamento com um check-in semanal de 10 minutos para confirmar esses blocos e ajustar, se necessário.

Defina três objetivos pessoais mensuráveis para os próximos 12 meses (exemplos: completar uma corrida de 10 km em 3 meses, terminar 12 livros num ano, dominar cinco receitas). Divida cada objetivo em tarefas semanais e registe o progresso num simples sistema de acompanhamento ou aplicação de calendário.

Protejam a autonomia financeira mantendo uma conta pessoal e acordando um fundo discricionário. Alocar um valor fixo (por exemplo, €50/mês) ou pelo menos 5% do rendimento líquido a cada parceiro para gastos não partilhados; rever o valor trimestralmente.

Use técnicas breves de regulação emocional durante um conflito: inspire durante quatro segundos, retenha quatro, expire quatro, e depois faça uma pausa de 20 minutos antes de responder a mensagens acaloradas. Se uma pausa não for possível, concorde numa palavra ou sinal de pausa e num período de acompanhamento de 24 horas.

Pratique uma rotina matinal de 10 minutos sozinho: dois minutos para escrever uma tarefa específica, cinco minutos de movimento ou respiração, três minutos para ler uma pequena passagem ou planear o dia. Registe a adesão durante 21 dias para criar o hábito.

Mantenha as ligações externas: planeie uma saída social por semana sem o seu parceiro e uma atividade mensal com amigos que apoiam os seus valores; marque-as no calendário e considere os cancelamentos como exceções, não como a norma.

Peça o que precisa usando uma fórmula clara: “Quando X acontece, sinto-me Y. Gostaria de Z.” Apresente uma sugestão recíproca imediatamente a seguir para manter as negociações equilibradas e reduzir a má interpretação.

Agende avaliações pessoais mensais: avalie a sua felicidade diária numa escala de 1 a 10, enumere dois fatores que a impulsionam e dois que a bloqueiam e, em seguida, defina uma mudança de comportamento para o mês seguinte. Partilhe seletivamente os aspetos mais importantes com o seu parceiro para solicitar apoio sem ceder a responsabilidade.

Se padrões emocionais ou comportamentais persistentes limitarem a sua felicidade, marque um mínimo de três sessões de terapia individual ou junte-se a um grupo de competências focado; considere seis sessões de casal se dinâmicas partilhadas necessitarem de orientação externa.

O que é que acha?